(Devocional) Esquecimento – Sl. 106:13-33

Quinta-feira, 8 de Junho de 2017

Leitura Bíblica Diária: Salmos 106-1105

Esquecimento

“Cedo, porém, se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho: Mas deixaram-se levar da cobiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar as suas almas. E tiveram inveja de Moisés, no acampamento, e de Aarão, o santo do Senhor. Abriu-se a terra, e engoliu a Datan, e cobriu a gente de Abiram. E lavrou um fogo na sua gente: a chama abrasou os ímpios. Fizeram um bezerro em Horeb, e adoraram a imagem fundida. E converteram a sua glória na figura de um boi que come erva. Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egipto, Maravilhas na terra de Cam, coisas tremendas no Mar Vermelho. Pelo que disse que os teria destruído, se Moisés, seu escolhido, se não pusera perante ele, naquele transe, para desviar a sua indignação, a fim de os não destruir. Também desprezaram a terra aprazível: não creram na sua palavra. Antes, murmuraram nas suas tendas, e não deram ouvidos à voz do Senhor. Pelo que, levantou a sua mão contra eles, afirmando que os faria cair no deserto; Que humilharia, também, a sua descendência entre as nações, e os espalharia pelas terras. Também se juntaram com Baal-peor, e comeram os sacrifícios dos mortos. Assim o provocaram à ira com as suas acções; e a peste rebentou entre eles. Então se levantou Finéas, que executou o juízo, e cessou aquela peste. E isto lhe foi reputado por justiça, de geração em geração, para sempre. Indignaram-no também, junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles; Porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios.”

Salmo 106:13-33

Deus fez, faz e continuará a fazer grandes coisas por nós. Isso era verdade também acerca do povo de Israel. Deus lembra-lhes de algumas, apenas algumas, das grandes coisas que havia realizado por eles. Apertados pelos seus inimigos, Deus havia aberto para eles o Mar Vermelho. O Senhor cuidou deles de forma maravilhosa ao longo da penosa caminhada pelo deserto. Quão cheios estavam os seus corações com todas estas maravilhas! No entanto tal não era o estado presente do povo. Eis a rota que os levou às terríveis obras contra o nome do seu Deus. Em primeiro lugar esqueceram-se do que Deus tinhe feito por eles. Eis porque devemos ser bem exercitados no louvor e acção de graças. É imperioso não nos esquecermos do amor que Deus tantas vezes mostra para connosco. Depois do esquecimento vem o desvio. Deus deixa de ser importante. É alguém que é respeitado sem sabermos muito bem porquê. Mantemos os rituais, que sabemos que devemos fazer, mas o nosso coração já não está aplicado em buscar a face de Deus. Já não temos prazer em obedecer aos Seus mandamentos. Passamos a envolver-nos com o que não devíamos, aos poucos, inicialmente e depois em grande escala. Os filhos de Israel envolveram-se com idolatria, murmuração e outras coisas contra Deus. Finalmente, chegam as consequências. Chegam abruptamente. A primeira reacção é perguntarmos o que fizemos para o merecer. Depois lembramo-nos. É obrigatório não esquecer!    

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(Devocional) Instruções para a batalha – Dt. 20:1-9

Quarta-feira, 7 de Junho de 2017

Leitura Bíblica Diária: Deuteronómio 16-205

Instruções para a batalha

“Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egipto, está contigo. E será que, quando vos achegardes à peleja, o sacerdote se adiantará, e falará ao povo. E dir-lhe-á: Ouve, ó Israel, hoje vos achegais à peleja contra os vossos inimigos: que se não amoleça o vosso coração; não temais nem tremais, nem vos aterrorizeis diante deles, Pois o Senhor, vosso Deus, é o que vai convosco, a pelejar contra os vossos inimigos, para salvar-vos. Então os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou casa nova e ainda a não consagrou? vá, e torne-se à sua casa, para que, porventura, não morra na peleja e algum outro a consagre. E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não logrou fruto dela? vá, e torne-se à sua casa, para que, porventura, não morra na peleja e algum outro o logre. E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda a não recebeu? vá, e torne-se à sua casa, para que, porventura, não morra na peleja e algum outro homem a receba. E continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coração tímido? vá, e torne-se à sua casa, para que o coração dos seus irmãos se não derreta como o seu coração. E será que, quando os oficiais acabem de falar ao povo, então designarão os maiorais dos exércitos para a dianteira do povo.”

Deuteronómio 20:1-9

O povo de Deus não deveria ter medo de ir para a batalha contra exércitos que, aparentemente, fossem maiores do que eles. Poderiam ser maiores em número ou força militar, mas o mesmo Deus que tinha tirado o povo do Egipto, estava com eles naquela hora. As situações da nossa vida são, muitas vezes, muito assustadoras mas é maior o que está em nós do que o que está no mundo. O mesmo Deus que nos tirou das garras do pecado, está connosco para nos ajudar a viver a vida. O povo iria necessitar de ser lembrado destas coisas todas as vezes que estivesse para começar uma batalha. Nós não aprendemos estas coisas à primeira e precisamos que Deus no-las lembre dia após dia. Daí a importância de lermos a Palavra diariamente. Esquecemo-nos com facilidade das misericórdias do nosso Deus. Não só Deus promete estar com eles, como também é o próprio Deus que se disponibiliza para batalhar por eles. Vemos neste texto a bondade do nosso Deus. Qualquer soldado que tivesse uma casa nova, uma vinha nova, ou fosse recém-casado, estava dispensado da batalha, para que tivesse oportunidade de aproveitar as suas bênçãos antes de morrer. Deus conhecia cada um dos Seus servos e tinha um cuidado pessoal por cada um deles. Estavam também dispensados da batalha os medrosos. Isto devia-se à influência que eles poderiam ter nos companheiros à sua volta. A nossa condição espiritual tem influência nos irmãos que estão à nossa volta, quer para mal, como para bem. Devemos cuidar de como estamos na nossa caminhada com o Senhor.

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Carta de um cristão português para o Papa Francisco

  Esta carta foi publicada no dia da chegada do Papa a Portugal, como uma nota no Facebook. Desde essa altura tem sido amplamente partilhada (muito mais do que antecipado). Resolvemos pública-la aqui também para referência futura.  Caro Francisco, Hoje Portugal recebe-te. A maioria das pessoas do meu país é-te fiel. Terás, portanto, durante os próximos dois […]

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(Devocional) Já a verdadeira luz ilumina – 1Jo. 2:7-11

Quarta-feira, 17 de Maio de 2017

Leitura Bíblica Diária: I João 1-55

Já a verdadeira luz ilumina

“Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes. Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina. Aquele que diz que está na luz, e odeia o seu irmão, até agora está em trevas. Aquele que ama o seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas, aquele que odeia o seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.”

1 João 2:7-11

Se não fosse a ressurreição do Senhor não teríamos forma de medir a verdade destas palavras. Porque Ele ressuscitou sabemos que é Dele a vitória sobre a morte. Vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina (v. 8). Se os nossos olhos apenas pudessem ver o comportamento da maioria das pessoas umas para com as outras, então diríamos que o verdadeiro amor é apenas uma ilusão teórica e uma utopia. Mas o Senhor está a resgatar um povo para o Seu nome e a dar-lhe um novo coração. É suposto os redimidos por Cristo Jesus evidenciarem um tipo de amor radical, que coloca as necessidades dos outros acima da sua própria vontade (v. 10). E é precisamente isso que acontece. Aqueles que são Dele amam-se uns aos outros. O amor que recebemos de Cristo transborda dos nossos corações e partilhamo-o com os nossos irmãos e irmãs em Cristo. Essa é uma das provas que somos Dele, quando nos amamos uns aos outros. Este amor altruísta não nos é natural. O homem sem Deus tem ódio no seu coração, anda em trevas (v. 9), e está cego em seu entendimento (v. 11). Mas a graça de Deus é mais abundante do que as trevas impostas pelo pecado. Ela envia de forma misericordiosa os ensinamentos necessários para a salvação (v. 7), e ela os repete (v. 8) até que estes produzam o seu resultado nos corações. Tal como fizemos com Cristo, precisamos de receber este mandamento pela fé. Aquele que é Dele, também irá amar como Ele amou.

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(Devocional) Preparado está o meu coração – Sl. 57:7-11

Quinta-feira, 4 de Maio de 2017

Leitura Bíblica Diária: Salmos 56-60

Preparado está o meu coração

“Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei e salmodiarei. Desperta! glória minha; desperta! alaúde e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva. Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; cantar-te-ei entre as nações. Pois a tua misericórdia é grande até aos céus e a tua verdade até às nuvens. Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; e seja a tua glória sobre toda a terra.”

Salmo 57:7-11

David está consciente que o louvor não é o seu estado natural. Ainda por cima, no momento em que passava por tamanhas provas, o mais natural era que não louvasse. Mas o seu coração está preparado. Como é isto possível? Isto é possível pois a misericórdia do Senhor é “grande até aos céus” (v. 10). Ou seja, o louvor do povo de Deus, que é testemunho para os povos e nações (v. 9) que ainda não crêem, não é fruto da capacidade ou merecimento humanos. O verdadeiro louvor é o louvor do coração resgatado, que já despertou do sono (v. 8), que não rejeitou o trabalho de Deus em seu favor. Como não cantar a um Deus assim? Quando nós éramos incapazes de ir até Ele, quando estávamos mortos em ofensas e pecados, Ele nos amou, veio ao nosso encontro e entregou-Se por nós. Ele é verdadeiramente um Deus misericordioso, verdadeiro, elevado e a Sua glória não tem fim. O que David nos ensina é que mesmo que os nossos inimigos nos tentem tirar todas as coisas, jamais nos poderão tirar as razões para louvarmos o nosso Deus. A nossa adoração não depende deste mundo, por isso não tememos aqueles que podem matar o nosso corpo, mais que são impotentes para nos matar a alma. Quando vierem os problemas, se você está em Cristo, então você está preparado para louvar.

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(Devocional) O reino dos que o amam – Tg. 2:1-7

Quarta-feira, 3 de Maio de 2017

Leitura Bíblica Diária: Tiago 1-55

O reino dos que o amam

“Meus irmãos, não tenhais a fé do nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, com parcialidade. Porque se, no vosso ajuntamento, entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestidos preciosos, e entrar, também, algum pobre, com sórdido vestido, E atentardes para o que traz o vestido precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, Porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos? Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais? Porventura não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?”

Tiago 2:1-7

O que seria de nós se Deus agisse com a parcialidade que nós demonstramos tantas vezes. Mas apenas pode acusar de injustiça e de parcialidade Aquele é que perfeitamente justo e imparcial. Ele não faz acepção de pessoa. Há séculos que Ele está a reunir um povo para o Seu nome de todas as raças e povos e línguas e nações. Apenas pelo sangue de Cristo, o perfeito pagamento pelos pecados, é que Deus pode salvar os pecadores e mesmo assim contiuar a ser justo. O pecado dos que se salvam não é ignorado. Os que se salvam são os que recebem a verdade maravilhosa de que os seus pecados foram colocados sobre Cristo e que Ele é capaz e suficiente para os perdoar. Nesta passagem aprendemos que aqueles que agem com parcialidade, fazendo distinção entre ricos e pobre, preferindo uns e desprezando outros, são os que ainda não entenderam que é em Deus que está o nosso bem. Os que estavam a honrar os ricos, os mesmos que os perseguiam e blasfemavam o nome de Cristo, e a desprezar os pobres, ainda não acreditavam que Deus tinha mais para lhes dar do que os poderosos deste mundo. A não ser que eles se arrependessem dessa forma de descrença em Deus, e invocassem o bom nome de Cristo, a única coisa que ganhariam era os bens deste mundo. Todos os que colocam neste mundo a sua esperança, descobrem que este mundo não é suficiente.

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(Devocional) O orgulho do machado – Is. 10:5-19

Terça-feira, 2 de Maio de 2017

Leitura Bíblica Diária: Isaías 6-105

O orgulho do machado

“Ai da Assíria! a vara da minha ira: porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Enviá-lo-ei contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas, Ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine, antes no seu coração intenta destruir e desarraigar não poucas nações. Porque diz: Não são meus príncipes, todos eles, reis? Não é Calno como Carquemis? não é Hamath como Arfad? e Samaria como Damasco? A minha mão alcançou os reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de escultura eram melhores do que as de Jerusalém e do que as de Samaria. Porventura, como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não o faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos? Por isso, acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte de Sião e em Jerusalém, então visitarei o fruto do arrogante coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos. Porquanto disse: Com a força da minha mão fiz isto, e com a minha sabedoria, porque sou entendido: eu removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e como valente abati aos que se sentavam sobre tronos. E achou a minha mão as riquezas dos povos como a um ninho, e como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei toda a terra: e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou murmurasse. Porventura, gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? ou presumirá a serra contra o que puxa por ela? como se o bordão movesse aos que o levantam, ou a vara levantasse o que não é pau! Pelo que, o Senhor, o Senhor dos Exércitos, fará definhar os que entre eles são gordos, e debaixo da sua glória ateará um incêndio, como incêndio de fogo. Porque a Luz de Israel virá a ser como fogo, e o seu Santo como labareda, que abrase e consuma os seus espinheiros e as suas sarças, num dia. Também consumirá a glória da sua floresta, e do seu campo fértil, desde a alma até ao corpo: e será como quando desmaia o porta-bandeira. E o resto das árvores da sua floresta será tão pouco que um menino as poderá contar.”

Isaías 10:5-19

A nação da Assíria foi usada por Deus para julgar Israel. Por isso mesmo Deus a chama de “vara da minha ira”. Esta nação que não conhecia Deus e era conhecida pela crueldade que exercia sobre os inimigos, apenas conseguia fazer o que fazia porque Deus o autorizava. Israel tinha-se desviado novamente de Deus (nós também não andamos sempre como devíamos) e, depois de ter rejeitado os avisos, Deus usou a Assíria para os julgar. Mas a nação invasora seria ela mesma julgada. Apesar de ter sido usada por Deus, a Assíria tinha-se demonstrado incapaz de perceber que havia uma mão por detrás das suas vitórias. Em vez disso tornaram-se orgulhosos e tinham grande prazer em contemplar tudo o que tinham “feito”. Como se sentiam importantes e rodeados de esplendor! Temos de ter cuidado. O orgulho do coração cega os olhos do entendimento. Quando nos convencemos que somos nós que fazemos todas as coisas, deixamos de ser capazes de agradecer seja a quem for (muito menos a Deus). A Assíria é comparada a um machado que se convence que é ele que derruba as árvores. O seu orgulho é incapaz de perceber que há uma mão hábil que o segura.

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(Devocional) Trazendo muitos filhos à glória – Hb. 2:10-13

Sexta-feira, 21 de Abril de 2017

Leitura Bíblica Diária: Hebreus 1-5

Trazendo muitos filhos à glória

“Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles. Porque, assim, o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos, Dizendo: Anunciarei o teu nome aos meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E, também: Porei nele a minha confiança. E, ainda: Eis- me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu.”

Hebreus 2:10-13

Para que serviu o sofrimento de Cristo? Se Ele é o Filho de Deus, porque teve Ele de sofrer como sofreu? Pelo seu sofrimento, Jesus foi consagrado como príncipe da nossa salvação. Se existe justiça perfeita, e ela tem de existir se Deus existe, então ela é completamente satisfeita com o sacrifício de Cristo. Apenas porque existe um pagamento assim, é que criaturas pecaminosas como nós podem ser chamadas irmãos de Cristo (v. 11). Cristo não se envergonha de nos chamar assim, pois o Seu sangue tem mesmo o poder de nos limpar de toda a mancha. Esta passagem está cheia de citações do Antigo Testamento, dos Salmos e também de Isaías. É em Cristo que se cumprem todas as promessas de Deus para os crentes. É Nele que finalmente fazem sentido as palavras antigas. Como é que o Messias chama os homens de irmãos? Como é que Ele conseguirá pôr neles a Sua confiança? O que significariam as palavras “eis-me aqui, e aos filhos que Deus me deu.”? Para os leitores de Hebreus estas palavras eram especiais. Eles estavam a passar por sofrimento e ainda teriam de passar por mais. Porque conhecemos Jesus, sabemos que o sofrimento pode ser usado para a glória de Deus. Porque não dedicarmos as nossas vidas, com as suas dores e dificuldades, à glória daquele que tudo fez para nos salvar?

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(Devocional) Que tem de especial o teu amado? – Ct. 5:9-16

Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

Leitura Bíblica Diária: Cantares 1-55

Que tem de especial o teu amado?

“Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjures? O meu amado é cândido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil. A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. Os seus olhos são como os das pombas, junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste. As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra. As suas mãos são como anéis de ouro, que têm engastadas as turquesas: o seu ventre, como alvo marfim, coberto de safiras. As suas pernas, como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu parecer, como o Líbano, excelente como os cedros. O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.”

Cantares 5:9-16

Nesta passagem em destaque encontramos a Sulamita a ser desafiada por quem buscava o seu mal. “Que tem de especial o teu amado?”, perguntavam eles. Nos nossos relacionamentos conjugais esta é uma pergunta que devemos até fazer a nós próprios. Se não pararmos para pensar no que o nosso cônjuge tem de especial, o nosso inimigo vai fazer o possível para olharmos só para os defeitos. A nossa tendência é vermos as nossas qualidades e os defeitos dos outros. Devemos ter experiência exactamente no contrário. Os olhos com que olhamos para o outro devem ser olhos de quem ama e não de quem busca o mal. O outro cuidado que devemos ter é o de não dividir as nossas atenções. Cristo di-lo quando nos ensina “ninguém pode servir a Deus e a Mamon”. Da mesma forma, não podemos dar igual atenção a nós próprios e ao outro. Ao fazermos isso estamos a dividir o que deveria ser um. Para colocarmos o outro em primeiro lugar devemos estar dispostos a retirarmo-nos, nós próprios, do trono. A Sulamita afirma que o seu amado é “totalmente desejável”. E essa é a atitude correcta, estarmos dispostos a amar e aceitar o outro completamente. Aqui podemos fazer uma aplicação para os nosso relacionamento com Deus. Devemos olhar para Ele como quem ama, não termos amor dividido e aceitá-Lo como totalmente desejável. Quantas vezes esta será a nossa verdadeira atitude?     

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(Devocional) O que deseja o teu coração – Sl. 37:1-6

Quarta-feira, 19 de Abril de 2017

Leitura Bíblica Diária: Salmos 36-405

O que deseja o teu coração

“Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que obram a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura. Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te, também, no Senhor, e Ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.”

Salmo 37:1-6

Este é um salmo em que somos encorajados a não nos deixarmos desanimar com o aparente sucesso daqueles que abertamente rejeitam a vontade de Deus. Se não tiver cuidado, o crente pode até começar a invejar aquilo que eles conquistaram das piores formas. Não devemos fazer depender a nossa confiança no Senhor daquilo que os outros têm e nós achamos que merecemos. Por isso é que é muito importante que o salmista apresente logo em seguida o tema daquilo que o nosso coração deseja. Muitos têm usado este salmo para fazer de Deus o moço de recados daquele que tem fé. Basta confiar no Senhor, dizem eles, e Ele nos dará todos os sonhos do nosso coração. Será que é assim? O mandamento aqui contido é para nos deleitarmos apenas no Senhor. Tudo o que nos dá prazer precisa de estar contido na Pessoa e na vontade do próprio Deus. Tantos são os que estabelecem os bens dos outros como alvos máximos da sua vida e que estão convencidos que podem usar as palavras deste salmo para obrigar Deus a dar-lhes o que eles querem. Esta promessa não é para esses! Todos os que buscam ao Senhor e à vontade do Senhor com toda sua paixão e todas as suas forças, alcançarão todos os desejos do seu coração. Se o nosso desejo máximo for Cristo, alcançaremos sempre aquele que desejamos. Que justiça temos para fazer sobressair (v. 6), se não for a justiça que recebemos gratuitamente pela fé em Cristo?

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