(Devocional) Nomes esquecidos, mas lembrados – Ne. 12:1-26

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Neemias 11-13

Nomes esquecidos, mas lembrados

“Estes são sacerdotes e levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesua: Seraias, Jeremias, Esdras, Amarias, Maluch, Hatus, Secanias, Reúm, Meremoth, Ido, Ginetai, Abias, Miamin, Maadias, Bilga, Semaias, e Joiarib, Jedaias, Salu, Amoc, Hilquias, Jedaias; estes foram os chefes dos sacerdotes e de seus irmãos, nos dias de Jesua. E foram os levitas: Jesua, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias; este e seus irmãos presidiam sobre os louvores. E Bacbuquias, e Uni, seus irmãos, estavam defronte dele, nas guardas. E Jesua gerou a Joiaquim, e Joiaquim gerou a Eliasib, e Eliasib gerou a Joiada. E Joiada gerou a Jónatas, e Jónatas gerou a Jadua. E nos dias de Joiaquim foram sacerdotes, chefes das casas dos pais de Seraias, Meraias; de Jeremias, Hananias; De Esdras, Mesulam; de Amarias, Joanan; De Melichu, Jónatas; de Sebanias, José; De Harim, Adna; de Meraioth, Hel-cai; De Ido, Zacarias; de Gineton, Mesulam; De Abias, Zicri; de Miamin e de Moadias, Piltai; De Bilga, Samua; de Semaias, Jónatas; E de Joiarib, Matenai; de Jedaias, Ezi; De Salai, Calai; de Amoc, Eber; De Hilquias, Hasabias; de Jedaias, Netanael. Dos levitas, foram nos dias de Eliasib inscritos como chefes das casas dos pais, Joiada e Joanan, e Jadua, como também os sacerdotes, até ao reinado de Dario, o persa. Os filhos de Levi foram inscritos como chefes das casas dos pais no livro das crónicas, até aos dias de Joanan, filho de Eliasib. Foram, pois, os chefes dos levitas: Hasabias, Serabias, e Jesua, filho de Cadmiel; e seus irmãos estavam defronte deles, para louvarem e darem graças, segundo o mandado de David, homem de Deus: guarda contra guarda. Matanias, e Bacbuquias, Obadias, Mesulam, Talmon, e Acub, eram porteiros, que faziam a guarda às tesourarias das portas. Estes foram nos dias de Joiaquim, filho de Jesua, o filho de Josadac; como também nos dias de Neemias, o governador, e do sacerdote Esdras, o escriba.”

Neemias 12:1-26

Temos aqui o registo dos nomes daqueles que foram usados por Deus para restabelecer o culto no templo em Jerusalém. Estes nomes, embora sobejamente conhecidos no seu tempo, para nós significam pouco. No entanto foram responsáveis por um trabalho muito difícil. O templo, depois de dias de glória e intenso trabalho de adoração ao Deus verdadeiro, tinha sido destruído e a adoração reduzida a nada. Quem eram e que aspecto tinham? Isso para nós apenas será conhecido quando entrarmos na glória. Mas aqui estão eles mencionados por nome na Palavra de Deus. Temos de nos guardar para não vivermos para sermos reconhecidos por este mundo. Se não tivermos cuidado, iremos cair na armadilha da nossa carne que exige reconhecimento e agradecimento. Sabemos também que o verdadeiro reconhecimento vem. Não por ser algo que merecemos, mas porque a graça de Deus é assim mesmo – extravagante. Tudo o que for feito neste mundo e para receber a glória deste mundo, um dia entrará em esquecimento. Quantos dos heróis do passado, aclamados por multidões, celebrados em monumentos, são hoje perfeitos desconhecidos. Os museus do mundo estão cheios de estátuas sem nome. Não é assim com o que serve a Deus. Nada feito para o Senhor e segundo a vontade Deus é feito em vão. Um dos trabalhos destes homens era presidir sobre os louvores. Eles tinham de se certificar que o Senhor nunca ficava sem quem lhe rendesse louvor e gratidão. Se não pudermos fazer muito hoje para o Senhor, pelo menos demos louvor ao Seu nome.

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(Devocional) A pedra que os edificadores rejeitaram – Mt. 21:33-46

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Mateus 21-25

A pedra que os edificadores rejeitaram

Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo; E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram. Quando, pois, vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos. Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras, entenderam que falava deles; E, pretendendo prendê-lo, recearam o povo, porquanto o tinham por profeta.”

Mateus 21:33-46

Não há dúvida que Jesus procurava chegar ao coração daqueles judeus com esta parábola. Eles estavam a colocar demasiada confiança na nação de Israel e estavam a esquecer-se de Deus, que a tinha formado e chamado. É verdade que existem muitas e maravilhosas promessas para a nação de Israel, mas estas dependem do poder de Deus e não da herança genética. O facto de eles fazerem parte do povo de Deus não lhes dava o direito de deixarem de ouvir quando Deus falava com eles. Muito menos dava-lhes o direito de rejeitarem o Filho de Deus, o Salvador prometido, quando Ele finalmente veio ao mundo. O que é maravilhoso nas palavras de Jesus é descobrirmos que a infidelidade da nação de Israel não significa que Deus tenha deixado de ter um povo. Na verdade, em Cristo o Senhor está a chamar para o Seu nome e para a Sua glória um povo composto de elementos de todas as raças e povos e línguas e nações. Tal como aqueles judeus, também é verdade que Deus vem ao nosso encontro. E, tal como na história de Israel, também é verdade que muitas vezes quando Deus falou comigo, eu não quis ouvir. Agora, temos acesso ao Filho de Deus. Se O escutarmos, tornamo-nos parte do povo a que Ele aqui se refere. Deus quer que demos fruto para a Sua glória. Daremos fruto com as nossas vidas, quando o Filho de Deus viver em nós. O que faremos com o Filho?

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(Devocional) Crê no Senhor Jesus Cristo – Act. 16:25-34

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Actos 16-20

Crê no Senhor Jesus Cristo

“E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um tão grande terramoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram as portas, e foram soltas as prisões de todos. E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trémulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregaram a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os ele consigo, naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi baptizado, ele e todos os seus. E, levando-os a sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa.”

Actos 16:25-34

Esta é uma passagem sobre o poder de Deus e o facto de que precisamos de confiar que o poder Dele é suficiente. Vemos o poder de Deus no facto de Paulo e Silas estarem a louvar ao Senhor no meio da mais profunda tribulação e expostos a dolorosa tortura. Vemos o poder de Deus no facto de ser óbvio que aquele carcereiro, ainda antes daquele acontecimento, já estava sob convicção espiritual. O terramoto apenas precipitou aquilo que Deus já tinha começado a fazer no coração daquele homem. Vemos o poder de Deus no facto de Deus ter dado a Paulo a capacidade para dar testemunho àquele que tinha até então sido responsável pela tortura a que tinham sido submetidos. Vemos o poder de Deus na salvação daquele homem e de vários membros da sua família, pois apenas Deus tem poder para salvar. Vemos o poder de Deus no facto daqueles salvos terem tido a coragem de seguir o Senhor em obediência dando o passo do baptismo. Naquele tempo isso era muitas vezes uma sentença de morte. Amigo, o poder de Deus é real e é suficiente. A maravilhosa promessa desta passagem é o facto de ficarmos a saber que é possível continuarmos fiéis mesmo que a vida dê a maior das reviravoltas. O poder é de Deus e está disponível ao que crê. Muitos são salvos por Cristo mas deixam de viver a vida cristã. Quando deixamos de viver pela fé, deixamos de viver a vida cristã. Crê no Senhor Jesus Cristo!

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(Devocional) O meu amado Filho – Mt. 17:1-13

Sábado, 14 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Mateus 16-20

O meu amado Filho

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu, em particular, a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e os seus vestidos se tornaram brancos como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se quiseres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz, que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos; e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão ùnicamente a Jesus. E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dos mortos. E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles, também, padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Baptista.”

Mateus 17:1-13

Jesus é a figura central desta passagem e de toda a história da humanidade. O ser humano havia perdido todo o seu sentido e propósito por causa do pecado e assim teria ficado se não fora o facto de Deus ter soberanamente escolhido entrar na história da Sua própria criação. Apesar de Moisés e Elias serem aqui os dignos representantes da Lei e dos Profetas, quando a voz do Pai se ouviu foi sobre o Filho que ela falou. Jesus é o tema de cada página das Escrituras e é Ele que deve ser escutado. Deixamos de temer não quando amumentamos o nosso conhecimento ou exercitamos as nossas capacidades. Deixamos de temer quanto confiamos no Filho. Tal como aqueles discípulos, as nossas falhas são muitas vezes falhas de atenção. O problema não é o que Cristo diz, mas quando falhamos em prestar atenção. Estes foram os mesmos discípulos que fugiram com medo quando Jesus foi preso e que se mostraram surpreendidos na manhã da ressurreição. No entanto Jesus fala aqui claramente da Sua morte e ressurreição. Há outras palavras a que eu tenho de dar atenção aqui. O Pai diz claramente que é no Filho que Ele tem prazer. São inúteis todos os esforços que eu faço para agradar a Deus. Jesus é o único que satisfaz por completo os requisitos de um Deus perfeito. É Nele que eu sou completamente aceite diante do Pai. Que possamos levantar-nos, deixar de temer, e parar de tentar chegar a Deus por nossas próprias forças.

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(Devocional) Donde vens, e para onde vais? – Gn. 16:7-9

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 16-20

Donde vens, e para onde vais?

“E o anjo do Senhor a achou, junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte, no caminho de Sur. E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora. Então lhe disse o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo das suas mãos.”

Génesis 16:7-9

Agar sentiu que ela e o seu filho estavam em perigo. Se esse perigo era real ou não, é difícil de julgar. Ismael nunca deixou de estar em contacto com o seu pai e acompanhou-o até ao fim. No entanto, quando Agar foge fá-lo por pensar que o seu filho estava em perigo. As motivações certas, por vezes podem fazer-nos seguir pela direcção errada. Esta é uma das razões pelas quais a Palavra nos avisa para não confiarmos no nosso coração. Ele é enganoso. Se fizermos de Deus a autoridade pessoal que Ele quer ser para nós, deixamos de estar limitados a seguir os nossos instintos. Temos à nossa disposição direcção e sabedoria do alto. Agar iria aprender aqui esta lição. Nem sempre devemos fugir quando uma situação se torna difícil. Devemos buscar em primeiro lugar a face do Senhor e a Sua vontade. Neste caso, a vontade do Senhor para Agar era que ela voltasse e exercesse humildade (algo que a nossa carne evita) diante de Sara. Também vemos aqui que foi o Senhor que tomou a iniciativa do encontro com Agar. Assim é o nosso Deus. Onde estaríamos nós se não fosse Ele a tomar a iniciativa? Quando estávamos longe de Deus, foi Ele que veio ao nosso encontro. Quando nos afastamos dos Seus caminhos, a questão não é se não temos oportunidades de voltar, a questão, muitas vezes, é a forma como lidamos com as amorosas oportunidades que Ele nos dá para voltar.

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(Devocional) Estavam reunidos e oravam – At. 12:5-19

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Actos 11-15

Estavam reunidos e oravam

“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus. E quando Herodes estava para o fazer comparecer nessa mesma noite, estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas, diante da porta, guardavam a prisão. E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa e segue-me. E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão. E, quando passaram a primeira e segunda guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele. E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei, verdadeiramente, que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava. E, considerando ele nisto, foi a casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam; E, batendo Pedro à porta do pátio, uma menina, chamada Rode, saiu a escutar; E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta. E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo. Mas Pedro perseverava em bater, e, quando abriram, viram-no, e se espantaram. E, acenando-lhes ele com a mão, para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão, e disse: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar. E, sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro. E, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. E, partindo da Judeia para Cesareia, ficou ali.”

Actos 12:5-19

Há sempre tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo, que a única coisa racional a fazer é entregar os nossos caminhos ao Senhor. Apenas Ele sabe tudo o que está a acontecer e tudo o que vai acontecer. Ele orienta tudo o que acontece para a Sua glória. Vejamos, Herodes tinha mandar prender Pedro e, pensando que controlava a situação, preparava-se para provavelmente executar o apóstolo naquela mesma noite. Nada podia correr mal, a guarda era tão apertada que Pedro estava preso no meio de dois soldados a quem estava acorrentado. Pedro, por seu lado, estava tão confiante de que toda a sua vida estava bem nas mãos do Altíssimo, que mesmo naquela situação, dormia profundamente. Situação alguma pode roubar a paz daquele que confia no Senhor. A igreja de Jerusalém, sem saber o que aconteceria, fez a única coisa que sabia fazer – reuniu-se para orar. A oração deve ser uma das expressões da vida normal de uma igreja. Nenhum passo deve ser dado sem buscar a face do Senhor. Uma igreja nunca fica sem motivos de oração quando está a buscar a vontade de Deus. Temos também aqui uma maravilhosa história de livramento, pois Deus consegue sempre livrar daquilo que não é da Sua vontade. Finalmente, aqueles soldados, pensando que ainda tinham muito para viver, recusar escutar a mensagem que Pedro tinha para eles. Infelizmente, naquela mesma noite tiveram de dar contas ao Criador. Porque não sabemos tudo o que está a acontecer à nossa volta, confiemos agora naquele que sabe.

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(Devocional) O que nos fará prosperar – Ne. 2:9-20

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Neemias 1-5

O que nos fará prosperar

“Então vim aos governadores de além do rio, e dei-lhes as cartas do rei; e o rei tinha enviado comigo chefes do exército e cavaleiros. O que ouvindo Sambalat, o horonita, e Tobias, o servo amonita, lhes desagradou com grande desagrado que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel. E cheguei a Jerusalém, e estive ali três dias. E de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Jerusalém: e não havia comigo animal algum, senão aquele em que estava montado. E de noite saí pela porta do vale, para a banda da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas que tinham sido consumidas pelo fogo. E passei à porta da fonte, e ao viveiro do rei; e não havia lugar por onde pudesse passar a cavalgadura que estava debaixo de mim. Então, de noite, subi pelo ribeiro, e contemplei o muro: e voltei, e entrei pela porta do vale, e assim voltei. E não souberam os magistrados aonde eu fui nem o que eu fazia: porque ainda até então nem aos judeus, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra, tinha declarado coisa alguma. Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não estejamos mais em opróbrio. Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como, também, as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então disseram: Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. O que ouvindo Sambalat, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesem, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? Então lhes respondi, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória, em Jerusalém.”

Neemias 2:9-20

Neemias sabia que os muros da cidade tinham sido destruídos e ele, ao sair de Babilónia, sabia que tinha uma grande obra para fazer em Jerusalém. Mesmo assim, o que ele viu quando saiu naquela noite afectou-o profundamente. Esta cidade tinha já sido usada para mostrar ao mundo a glória de Deus, agora estava em ruínas e era motivo de risada por parte dos seus inimigos. Ao encontrar-se com o povo depois daquela experiência, e apesar de ter mencionado a miséria que tinha encontrado (v. 17), Neemias lembra-lhes que esta obra era claramente da vontade do Senhor (v. 18). Isso foi suficiente para que todos ficassem motivados para a obra. Será que na nossa vida diária somos motivados por aquilo que é claramente a vontade de Deus? Ou tentamos usar Deus como desculpa para fazer apenas o que desejamos? Mesmo algo bom, se feito com a motivação errada, irá afastar-nos do objectivo. A verdade é que, tal como Jerusalém, fomos criados para a glória de Deus. No entanto, deixamos que este corpo que temos, seja por vezes maior motivo de vergonha do que usado para a glória de Deus. Outra lição desta passagem é o facto de valer a pena esforçar-nos quando sabemos que algo é claramente a vontade de Deus. O nosso esforço serve para nos apontar na direcção certa, e depois disso, Deus deve receber toda a glória. Toda a verdadeira prosperidade (diferente da prosperidade segundo o mundo) é a que vem das Suas mãos (v. 20).

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(Devocional) Não lhe será perdoado – Mt. 12:22-37

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Mateus 11-15

Não lhe será perdoado

“Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado, cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de David? Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demónios senão por Beelzebú, príncipe dos demónios. Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá. E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? E, se eu expulso os demónios por Beelzebú, por quem os expulsam, então, os vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demónios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o reino de Deus. Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa? Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfémia se perdoará aos homens; mas, a blasfémia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoada; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque, pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois, do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau, do mau tesouro, tira coisas más. Mas eu vos digo que, de toda a palavra ociosa que os homens disserem, hão-de dar conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.”

Mateus 12:22-37

Jesus utiliza o facto de estar a expulsar demónios (e de estar a ser acusado de o fazer pelo poder de Satanás) como ilustração para a obra que o Espírito tem de fazer se alguém quiser ter esperança de resgate e de vida eterna com Deus. Se alguém se chega a converter, é porque o Espírito Santo de Deus o convenceu do pecado, da justiça e do juízo. Se alguém é condenado, é porque falou contra o que o Espírito Santo fez em seu favor. É neste sentido que a blasfémia contra o Espírito Santo é pecado imperdoável. Este é o pecado da descrença. É o pecado daquele que rejeita o que o Espírito lhe começou a dizer e fecha a sua vida para sempre ao dom gratuito da salvação. Vemos nas Escrituras que até o arrependimento é dom de Deus. Assim, o que se perde para sempre é aquele que rejeita e que se dispõe a enfrentar a eternidade carregando o peso dos próprios pecados. E aquele que recebe o que Deus começa a fazer nele pelo Espírito? Esse, aprendemos aqui, é feito pelo poder de Deus “árvore boa” capaz de produzir “fruto bom”. Esse é aquele que pelo Espírito é declarado bom e se torna capaz de, do seu novo coração tirar coisas boa e palavras aceitáveis. Se estas palavras enchem o crente de gratidão também devem servir como desafio. Como é que aqueles que Deus declara bons (pelos merecimentos de Cristo, certamente) continuarão a viver como se não o fossem?

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(Devocional) E cessaram de edificar a cidade – Gn. 11:5-9

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 11-15

E cessaram de edificar a cidade

“Então desceu o Senhor, para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; E disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali, sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.”

Génesis 11:5-9

Temos aqui a explicação para o facto de haverem várias línguas e famílias de línguas na terra. Foi algo que o Senhor fez, para proteger a humanidade das consequências do pecado do orgulho. Uma das coisas que aprendemos aqui é que temos um Deus interventivo (ainda bem). O Criador observa frequentemente a Sua criação. Deus não abandonou aqueles que criou. O Criador é um Deus pessoal que pode ser conhecido e que quer ser conhecido. A dinâmica nesta passagem é entre aquilo que os homens intentam fazer (v. 6) e aquilo que o Senhor faz. Os homens queriam chegar ao céu, adorando a divindade de acordo com as suas condições e a sua capacidade. Não é assim que muitos fazer e acreditam hoje? Querem chegar à vida eterna fabricando o caminho para ela com as suas próprias mãos (religião, boas obras, justiça própria, etc.). Mas assim também somos nós quando queremos controlar tudo o que nos acontece. Quando queremos fabricar a nossa própria vida cristã. E quando começamos a perder o controlo, vamo-nos abaixo e culpamos o Deus que tínhamos colocado para trás das costas. Quando os cristãos deixam de viver por fé deixam de viver a vida cristã. Deus não quer que façamos planos grandiosos das coisas que vamos fazer para Ele. Deus quer que humildemente nos entreguemos para que Ele possa viver em nós e através de nós. Entre as coisas que podemos fazer, e as coisas que Deus faz, escolhamos Deus.

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(Devocional) Dura cerviz – At. 7:51-53

Domingo, 8 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Actos 6-10

Dura cerviz

“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como os vossos pais. A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas; Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes.”

Actos 7:51-53

Nesta parte da sua mensagem, Estêvão faz uma muito directa aplicação da mesma para os seus ouvintes. Eram eles mesmos, e não apenas os antepassados, que resistiam ao trabalho do Espírito Santo e que eram perseguidores, traidores e homicidas. Eram eles, e não outros (oh como gostamos de culpar os outros!) que falhavam em guardar aquilo que tinha sido claramente anunciado a eles na Palavra de Deus. Antes de fazermos aplicação para as nossas vidas desta passagem, consideremos que temos aqui promessas preciosas de que os crentes aproveitam. Em primeiro lugar aprendemos que o Espírito trabalha para convencer os pecadores. Aqueles que se perdem, por não confiarem em Cristo, jamais poderão acusar Deus de não ter agido em seu favor. Perder-se-ão por rejeitarem o trabalho neles do Espírito Santo de Deus. Depois, temos a Palavra de Deus. O Senhor não nos deixa sem direcção. Temos um livro perfeito cujas páginas todas apontam para Cristo. Ninguém tem desculpa. Finalmente, aquele que já está em Cristo não só sabe que o Espírito trabalha como tem a habitação do Espírito de forma permamente em si mesmo. Que desculpas estamos habituados a fazer para não ouvir (com intenção de seguir) a voz do Espírito de Deus em nós? Será que nos atrevemos a pensar que somos assim tão diferentes do que aqueles que escutavam Estêvão? A verdade é que, também como eles, precisamos do Senhor. Hoje. Todos os dias. Não sejamos pessoas de dura cerviz.

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