(Devocional) Porque visitou e remiu o seu povo – Lc. 1:67-80

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Lucas 15

Porque visitou e remiu o seu povo

“E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo: Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo. E nos levantou uma salvação poderosa na casa de David, seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo; Para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos aborrecem; Para manifestar misericórdia aos nossos pais, e lembrar-se do seu santo concerto, E do juramento que jurou a Abraão, nosso pai, De conceder-nos que, libertados da mão dos nossos inimigos, o serviríamos sem temor, Em santidade e justiça, perante ele, todos os dias da nossa vida. E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás-de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados; Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o Oriente do alto nos visitou; Para alumiar aos que estão assentados em trevas e sombra de morte; a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos, até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.”

Lucas 1:67-80

Esta passagem, também conhecida como o hino de Zacarias, diz-nos muito sobre a salvação que João Baptista passou a vida a anunciar. A verdade é que este plano de salvação não era nada de novo. Desde o princípio da criação que o Senhor determinou um plano que lhe renderia o máximo possível de glória. No interior desse plano está a redenção de um povo para o Seu nome. Se hoje eu tenho o privilégio de servir a Deus sem temor em santidade e justiça é porque o Senhor tomou a iniciativa de vir ao meu encontro. Grande parte do trabalho de Deus para salvação é apropriado através da proclamação do Seu maravilhoso evangelho. Por causa do sacrifício de Cristo, o evangelho é o poder de Deus para salvar. Quando eu não me lembro ou ignoro o evangelho não é porque o mesmo não foi anunciado (isso seria culpar a Deus pelos que se perdem), é sim porque eu rejeitei a mensagem. Os primeiros passos no caminho da paz podem ser dados, porque esse caminho foi aberto, pago por completo e anunciado por Cristo (e por aqueles que Ele envia). Que o Senhor me proteja do pensamento que de alguma forma eu sou responsável pela minha salvação. Que essa ideia seja rejeitada para que eu não reclame para mim a glória que só a ele pertence. Que sejamos gratos pelos que Deus envia para proclamar o caminho da paz. Que eu me junte aos que anunciam o glorioso plano da redenção.

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(Devocional) As promessas de Deus são certas – Gn. 50:22-26

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 46-50

As promesses de Deus são certas

“José, pois, habitou no Egipto, ele e a casa de seu pai; e viveu José cento e dez anos. E viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José. E disse José aos seus irmãos: Eu morro; mas Deus, certamente, vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que jurou a Abraão, a Isaac e a Jacob. E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui. E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram, e o puseram num caixão no Egipto.”

Génesis 50:22-26

Chegamos, assim, ao final do nosso estudo do livro de Génesis. Deus prolongou, sobremaneira, a vida de José, tendo este vivido até aos 110 anos de idade. Quer o começo da vida como a manutenção desta são dádivas de Deus. Enquanto Deus  nos mantém vivos, seja em que condições for, Ele tem planos para nós e para as nossas vidas. José pôde, assim, abençoar as vidas de quatro gerações de seus descendentes. As instruções que ele deixa nos vs. 24-25 são exemplo da grande fé que José depositava em Deus. Ele sabia que a estadia do povo de Israel no Egipto era algo temporário. Deus havia-lhes prometido a terra de Canaã. Era nessa possessão que seria cumprida a grande Aliança estabalecida com Abraão. Assim, logo que chegasse o dia da saída do Egipto, o povo deveria levar também as ossadas de José. Assim, José dá testemunho público da sua confiança na fidelidade de Deus e dá, também, instrução ao povo de que não deveriam fazer do Egipto a sua morada definitiva. As palavras de José foram levadas a sério e, quando o povo sai do Egipto, leva juntamente as ossadas de José, fazendo-lhe um sepultamento solene na terra de Canaã (Jos. 24:32). O que é interessante é que foram precisos ainda quase 400 anos para que o povo saísse do Egipto. Que nós, como povo de Deus e da Palavra, saibamos permanecer firmes e fiéis, quer se passem 400, ou 4000 anos até à volta do Senhor.

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(Devocional) Quem nos revolverá a pedra – Mc. 16:1-8

5Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Marcos 165

Quem nos revolverá a pedra

“E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol: E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um mancebo assentado à direita, vestido duma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Porém ele disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei aos seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós, para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas, apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém, porque temiam.”

Marcos 16:1-8

As mulheres deste texto, fiéis seguidoras de Cristo, colocam aqui uma pergunta muito importante. Era a manhã do primeiro domingo após a crucificação. O sol lançava sobre a terra os primeiros raios de calor. As mulheres estavam já prontas para cumprirem o costume judaico para com os mortos. No entanto, ao deslocarem-se para o lugar onde Jesus tinha sido sepultado, havia ainda algo que as preocupava. Quem iria revolver a grande pedra que tinha sido posta à entrada do sepulcro? Esta pergunta faz lembrar outra, muito mais importante. A humanidade tem também uma grande pedra a impedir o seu relacionamento com Deus. Sem que essa pedra seja revolvida ninguém poderá cumprir os objectivos para os quais foi criado. Com esse enorme obstáculo no seu caminho não há ninguém que consiga encontrar Deus e o sentido da vida. Muitos têm tentado, de diversas formas, livrar-se desse colossal adversário, mas sem sucesso. “As vossas iniquidades causam divisão entre vós e o vosso Deus”, avisam-nos as Escrituras. No entanto, quando chegam ao jardim, as mulheres observam que a pedra já tinha sido removida. Aquilo que elas pensavam que era responsabilidade delas, na verdade já tinha sido feito por Deus. O pecador encontra a felicidade quando entende que o Salvador fez todo o trabalho por ele. Isso não é dizer pouco, quando pensamos em todo o peso da nossa iniquidade diante de um Deus santo. Assim, ao receber o perdão dado gratuitamente por aquele que ressuscitou, podemos juntar-nos à nova criação que aquela manhã de domingo inaugurou.   

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(Devocional) Discutir com Deus – Job 13:23-28

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Job 11-15

Discutir com Deus

“Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo? Porventura quebrantarás a folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco? Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade? Também pões os meus pés em cepos, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés, Apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome, e como o vestido, ao qual rói a traça.”

Job 13:23-28

Este livro é um verdadeiro turbilhão de sentimentos. Job continua sem entender a razão dos seus problemas. Pensando que poderia ser o seu pecado, ele exige saber quantos pecados tem e quais são eles. No seu pensamento estará porventura o conselho de Sofar. Se ele descobrisse o seu pecado, poderia arrepender-se dele e tudo voltaria ao normal. O problema não está, no entanto, no seu pecado. O problema está na sua exigência em saber a razão do que lhe estava a acontecer. Ainda bem que não conhecemos exactamente o número dos nossos pecados. Se Deus nos revelasse todas as nossas faltas, seríamos, com certeza, esmagados pelo peso de tal revelação. Deus diz-nos que se confessarmos as faltas que conhecemos Ele nos purificará de toda a injustiça. Isso para nós deveria ser suficiente. Não precisamos de conhecer todas as coisas e as razões de tudo o que nos acontece. Essa vontade vem do orgulho da nossa carne e da sua necessidade de controlo. O crente no Senhor Jesus Cristo é aquele que declara a sua intenção em deixar de tentar controlar todas as coisas e confiar que Deus é muito melhor comandante das nossas vidas. Esta é a lição que Job ainda tinha para descobrir. Se estamos neste momento a passar por uma dificuldade, a pergunta a fazer não é “O que fiz eu de errado, para merecer isto?”. Devemos perguntar “O que tenho eu a aprender com isto?” ou “Como posso eu usar isto, agora ou no futuro, para a glória de Deus?”

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(Devocional) Transformai-vos – Rm. 12:1-21

Domingo, 5 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Romanos 11-15

Transformai-vos

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um de entre vós, que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como, num corpo, temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; Ou, o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros, com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor. Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; Abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram; Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Romanos 12:1-21

Encontramos aqui um mandamento para não deixarmos que seja a cultura em que estamos inseridos a determinar a forma como vivemos. Em Cristo temos a possibilidade de contrariar a conformação com a transformação. O único esforço neste processo é um esforço da memória. Precisamos de nos lembrar que a carne, que combate a transformação, já está morta. Os escravos de Jesus não precisam de ser escravos de mais ninguém. A carne ouve falar de transformação e começa logo a fazer planos grandiosos. Depois, quando esses planos não se concretizam, o crente carnal desiste dizendo, “Tentei a transformação, e não resultou!” Amigo, a transformação segundo a carne é apenas outra forma de conformação. Temos, neste capítulo como se fosse um mapa de estrada da transformação. Nesta nova vida que temos disponível em Cristo, não devemos querer mais nada a não ser a perfeita vontade de Deus. Cada um recebe das mãos do Pai dons e tarefas que à carne parecerão sem importância, mas que nas mãos de Deus podem ser usadas para a glória que Ele merece. Nunca estamos sem forma de viver a nossa vida transformada e a nossa transformação será diferente do que a do nosso irmão. Não olhemos para o lado, olhemos para cima. É de lá que vêm os dons e as nossas ordens de marcha. Quer sejamos dirigidos a ensinar, a repartir, a mostrar perdão a quem não o merece. Quer sejamos simplesmente chamados a abrir portas de hospitalidade, façamos tudo para a glória de Deus.

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(Devocional) Deus de vivos – Mc. 12:18-27

Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Marcos 11-15

Deus de vivos

“Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele, e perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse a mulher e não deixasse filhos, seu irmão tomasse a mulher dele, e suscitasse descendência a seu irmão. Ora havia sete irmãos, e o primeiro tomou mulher, e morreu sem deixar descendência; E o segundo, também, a tomou e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro da mesma maneira; E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? porque os sete a tiveram por mulher. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós, em razão de não saberdes as Escrituras, nem o poder de Deus? Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido, no livro de Moisés, como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob? Ora Deus não é de mortos, mas, sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito.”

Marcos 12:18-27

É-nos aqui dito que os saduceus não acreditavam na ressurreição e, porque eles não acreditavam na ressurreição, eles resolvem colocar uma questão a Jesus que eles acreditavam que o ia embaraçar. Mas Jesus identifica um problema. Eles mantinham esta opinião sobre a vida eterna ao mesmo tempo que diziam amar, acreditar e respeitar as Escrituras. Tal não era possível. Eles tinham uma ideia pré concebida e depois impunham essa sua ideia às páginas das Escrituras. Jesus diz-lhes que isto era um erro. Era errado eles não conhecerem as Escrituras que diziam respeitar. E era errado que eles passassem a maioria do seu tempo com aqueles que partilhavam este erro com eles em vez de passarem o seu tempo com Deus, a origem de toda a verdade. Jesus usa as Escrituras para explicar que irá haver uma ressurreição dos mortos. Que aqueles que já morreram e aguardam a ressurreição (os exemplos de Abraão, Isaac e Jacob), ainda vivem enquanto aguardam a redenção plena dos seus corpos. Também aprendemos que a vida eterna com Deus será diferente da vida que temos agora na terra. Mas, mais importante, aprendemos que o Deus verdadeiro é Deus de vivos e não de mortos. A ressurreição para a vida eterna é uma realidade que apenas pode ser alcançada através de Jesus. Se você já tem a vida eterna em Jesus, então este Deus é também o seu Deus.

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(Devocional) Perdão – Gn. 45:1-15

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 41-455

Perdão

“Então José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo o varão; e ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer aos seus irmãos. E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu. E disse José aos seus irmãos: Eu sou José: vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face. E disse José aos seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egipto. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face. Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar a vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egipto. Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egipto; desce a mim, e não te demores; E habitarás na terra de Gosen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e a tua casa, e tudo o que tens. E eis que os vossos olhos vêem, e os olhos do meu irmão, Benjamim, que é minha boca que vos fala. E fazei saber a meu pai toda a minha glória no Egipto, e tudo o que tendes visto, e apressai-vos a fazer descer meu pai para cá. E lançou-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço. E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois, seus irmãos falaram com ele.”

Génesis 45:1-15

O perdão oferecido por José aos seus irmãos foi completo. Biblicamente o perdão é agir e pensar como se a ofensa nunca tivesse acontecido e vemos isso no exemplo de José. Não só ele perdoa como se esforça por tirar qualquer culpa de cima dos ombros dos seus irmãos. Tudo aquilo tinha acontecido porque Deus tinha um plano mais importante para as suas vidas. Certamente que nas horas solitárias durante os anos de injusto encarceramento, José não tinha conseguido ver o plano de Deus, mas agora tudo era claro. Deus havia preparado e usado todos aqueles acontecimentos para que a sua família fosse protegida do mal e ajudada (v. 7). Também nós somos chamados a exercer o perdão nas nossas vidas. Nem devemos esperar pelo arrependimento do outro para dar o nosso perdão. Difícil? Humanamente impossível, por vezes. Mas é Deus que o quer realizar nas nossas vidas. Fomos ofendidos, magoados, traídos? E daí? Nunca teremos nada a perdoar que seja maior do que o perdão que Deus nos dá dos nossos pecados. Deus quer usar a impossibilidade do seu perdão para confundir os poderosos deste mundo. O poder de Deus também se manifesta nestas coisas. É algo poderoso e maravilhoso poder ser usado em algo que apenas Deus pode fazer. Confiemos Nele, Ele sabe o que faz.  

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(Devocional) Já não sou eu – Rm. 7:15-25

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Romanos 6-10

Já não sou eu

“Porque o que faço, não o aprovo; pois, o que quero, isso não faço, mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que, em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas, o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que, eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.”

Romanos 7:15-25

Se estamos em Cristo recebemos vida nova, vida espiritual e eterna. Uma das características da nossa nova vida, é que por um tempo o nosso espírito reavivado tem de partilhar espaço com um corpo por resgatar. A nossa carne está completamente corrompida pelo pecado e é incapaz de demonstrar qualquer inclinação natural para as coisas de Deus. Esta luta que o apóstolo Paulo aqui descreve é a luta de todo o verdadeiro filho de Deus que está a tentar viver de acordo com o novo coração que recebeu em Cristo. Esta é informação muito útil. Temos de saber quem somos em Cristo, mas também temos de saber quão má é a nossa carne. Pecamos quando nos convencemos que havia em nós algum bem antes de irmos a Cristo. Pecamos também quando pensamos que, por estarmos em Cristo, a nossa carne já está completamente recuperada da corrupção nela operada pelo pecado. Puro engano! Mas encontramos aqui duas boas notícias. Em primeiro lugar, a ressurreição de Cristo, com um corpo glorificado, prova que esta mesma carne que agora nos tenta afastar de Deus, será um dia completamente resgatada. Em segundo lugar, a nossa nova natureza é quem somos realmente. A nossa carne foi crucificada com Cristo e porque está condenada, não tem verdadeiro poder sobre nós. Ela ainda mostra as suas feias feições com frequência. Mas isso não nos deve desmotivar, ou fazer pensar que não estamos Nele. Se estamos em Cristo, quando a nossa carne chamar, já não precisamos responder.

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(Devocional) Sim, Senhor – Mc. 7:24-30

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Marcos 6-10

Sim, Senhor

“E, levantando-se dali, foi para os termos de Tiro e de Sídon. E, entrando numa casa, não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se; Porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi, e lançou-se aos seus pés. E esta mulher era grega, sirofenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse da sua filha o demónio. Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos. Então ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demónio já saiu da tua filha. E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, e que o demónio já tinha saído.”

Marcos 7:24-30

Precisamos da história desta mulher gentia para aprendermos importantes lições sobre a soberania de Deus. Noutro dos evangelhos, Jesus faz um grande elogio à fé desta mulher, dizendo que não tinha visto uma fé igual em toda a terra de Israel. Jesus havia-se retirado para aquele lugar, uma provícia da Fenícia, provavelmente para poder ter algum tempo sossegado longe das multidões para poder ensinar os seus discípulos. No entanto, a fama dele já tinha chegado àquele lugar e esta mulher procurava desesperadamente uma solução para o grave problema da sua filha. Ela crê que Jesus consegue, mesmo à distância, curar a sua filha. Tudo na atitude da mulher demonstra o grande respeito que ela tinha pelo Senhor. Ela lança-se aos seus pés, chama-o de Senhor e concorda com Ele quando Ele diz ter o direito de dar a Sua atenção naquele momento a quem Ele quiser. Temos muito a aprender com isto. Numa altura em que todos se acham imbuídos dos mais importantes direitos, alguns querem fazer esta atitude chegar até aos átrios de Deus. E, assim, dirigem-se a Deus exigindo ser ouvidos e exigindo ver os seus pedidos atendidos. Mas quem achamos nós que somos? Não nos podemos esquecer de quem Deus é. Ele ouve quem quer ouvir e ele atende às orações que deseja atender. A vontade e planos de Deus sobrepõem-se às necessidades humanas. No entanto, vemos também aqui como Deus é gracioso. Vemos que Jesus não ignora a fé simples e respeitosa daquela mulher. Maravilhoso Salvador que Ele é!

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(Devocional) Os reis de Edom – Gn. 36:31-43

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 36-40

Os reis de Edom

“E estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel. Reinou, pois, em Edom, Bela, filho de Beor, e o nome da sua cidade foi Dinaba. E morreu Bela; e Jobab, filho de Zerá, de Bosra, reinou em seu lugar. E morreu Joban; e Usam, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar. E morreu Usam, e, em seu lugar, reinou Adad, filho de Bedad, o que feriu a Midian no campo de Moab; e o nome da sua cidade foi Avith. E morreu Adad: e Samla, de Masreca, reinou em seu lugar. E morreu Samla; e Saul, de Reoboth do rio, reinou em seu lugar. E morreu Saul; e Baal-anan, filho de Acbor, reinou em seu lugar. E morreu Baal-anan, filho de Acbor; e Adar reinou em seu lugar, e o nome da sua cidade foi Pau; e o nome da sua mulher foi Meetabel, filha de Matred, filha de Mezaab. E estes são os nomes dos príncipes de Esaú, segundo as suas gerações, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: O príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jeteth, O príncipe Aolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinon, O príncipe Quenaz, o príncipe Teman, o príncipe Mibzar, O príncipe Magdiel, o príncipe Iram; estes são os príncipes de Edom, segundo as suas habitações, na terra da sua possessão; este é Esaú, pai de Edom.”

Génesis 36:31-43

Deus tinha prometido a Isaac que a sua descendência seria constituída de reis. Sabemos que o Rei dos reis, o Messias Jesus Cristo, haveria um dia de nascer segundo a carne, da descendência de Isaac, mas vemos aqui que muito antes de sequer haver reis em Israel (descendentes de Jacob), já haviam reis descendentes de Esaú, o outro filho de Isaac. Os descendentes de Esaú são também chamados de Edomitas, referente à terra de Edom, e aqui temos uma lista de alguns dos seus reis. Isto é algo maravilhoso. A Palavra de Deus sempre se mostra ser verdadeira e podemos confiar em todas as suas promessas. As promessas de Deus precisam de ser apropriadas pelos olhos da fé muito antes de se materializarem à nossa frente. As maiores promessas de Deus estavam reservadas para Israel, no entanto foi Edom que as obteve primeiro. Muitos anos antes de Israel ter rei, ou possessão da sua terra, Edom é aqui apresentado como tendo uma lista de monarcas e muita terra por herança. Também nós somos confrontados com este tipo de desafio. Precisamos de continuar a confiar nas promessas de Deus, mesmo que o mundo pareça prometer mais. Que o Senhor me ajude a não fixar demasiado os meus olhos nas coisas deste mundo. Como disse um antigo comentarista, “se considerarmos todas as coisas, é melhor ter Canaã como promessa do que a terra de Edom como possessão.”

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