(Devocional) Porventura pecaram meus filhos – Job 1:4-5

Domingo, 29 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Job 1-5

Porventura pecaram meus filhos

“E iam seus filhos, e faziam banquetes em casa de cada um, no seu dia; e enviavam, e convidavam as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Sucedeu, pois, que, tendo decorrido o turno de dias dos seus banquetes, enviava Job, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos, segundo o número de todos eles; porque dizia Job: Porventura pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Job, continuamente.”

Job 1:4-5

A preocupação de Job pela santidade prática dos seus filhos é comovente. No entanto precisamos ver que ele se preocupa mais pelo que acontece no seu coração, do que pelos pecados práticos cometidos naquelas festas. Todos os pecados têm a sua raiz no coração. Se o nosso coração estiver bem com Deus, todo o nosso ser irá segui-lo. Vemos aqui Job a agir como sacerdote da sua família, apresentando ofertas queimadas a Deus pelos pecados dos seus filhos. Mais tarde, quando Deus identifica o pecado das palavras dos amigos de Job, é ele que se apresenta perante o Senhor, como representante aceite por Deus e faz oração de intercessão pelos seus amigos (42:7-9). Ou seja, a ideia de sacrifícios pelo pecado e de sacerdócio é muito anterior à lei de Moisés. Desde o pecado do jardim que o Senhor havia estabelecido que era necessário haver um sacrifício pelo pecado. Estes sacrifícios imperfeitos, que tinham de ser repetidos, eram apenas uma ferramenta dada por Deus nos tempos anteriores ao Calvário para ajudar os crentes a colocarem a sua fé em Deus e no facto de que Ele era capaz de os perdoar com base no derramamento de sangue. A ideia naquela altura era a mesma que devemos contemplar hoje. Somos incapazes, por nós mesmos, de pagar o preço pelos nossos pecados, mas Deus providencia um sacrifício suficiente. Esse sacrifício foi feito, de uma só vez, por Cristo na cruz. Hoje, porque Ele ressuscitou, Ele é o nosso perfeito sacerdote e apresenta-se por nós ao Pai, fazendo perfeita intercessão em nosso favor. Jesus é o meu sacrifício e o meu sacerdote!

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(Devocional) O Deus do meu pai esteve comigo – Gn. 31:1-16

Sábado, 28 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 31-35

O Deus do meu pai esteve comigo

Então ouvia as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacob tem tomado tudo o que era do nosso pai, e do que era do nosso pai fez ele toda esta glória. Viu, também, Jacob o rosto de Labão, e eis que não era para com ele como dantes. E disse o Senhor a Jacob: Torna à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo. Então enviou Jacob, e chamou a Raquel e a Lea ao campo, ao seu rebanho. E disse-lhes: Vejo que o rosto do vosso pai para comigo não é como anteriormente; porém o Deus do meu pai esteve comigo; E vós mesmas sabeis que, com todo o meu poder, tenho servido a vosso pai; Mas vosso pai me enganou e mudou o salário dez vezes; porém Deus não lhe permitiu que me fizesse mal. Quando ele dizia assim: Os salpicados serão o teu salário, então todos os rebanhos davam salpicados. E quando ele dizia assim: Os listrados serão o teu salário, então todos os rebanhos davam listrados. Assim Deus tirou o gado do vosso pai, e mo deu a mim. E sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os meus olhos, e vi em sonhos, e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram listrados, salpicados e malhados. E disse-me o anjo de Deus, em sonhos: Jacob. E eu disse: Eis-me aqui. E disse ele: Levanta agora os teus olhos, e vê que todos os bodes que cobrem o rebanho são listrados, salpicados e malhados; porque tenho visto tudo o que Labão te fez. Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me tens votado o voto; levanta-te agora, sai-te desta terra, e torna-te à terra da tua parentela. Então responderam Raquel e Lea, e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa do nosso pai? Não nos considera ele como estranhas? pois vendeu-nos, e comeu todo o nosso dinheiro. Porque toda a riqueza que Deus tirou do nosso pai, é nossa e dos nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Deus te tem dito.”

Génesis 31:1-16

Deus fala claramente com Jacob dizendo-lhe que era chegado o momento de ele partir. A forma como ele partilha com a sua família que esta era a vontade de Deus é um tesouro de como deve ser exercida a liderança espiritual de um marido no lar. Jacob não agiu como um tirano, anunciando o que iria ser feito e simplesmente exigindo que a sua família seguisse de forma cega as suas palavras. Uma vez que esta era a vontade de Deus, Jacob partilha, dando testemunho, tudo o que o poder de Deus tinha estado a fazer. Muitas vezes não damos testemunho de Deus, porque não o podemos fazer. É impossível darmos testemunho de Deus se não temos estado a esperar Nele, a caminhar com Ele e a escutar a Sua voz. Jacob podia dar testemunho das palavras e das acções de Deus, pois ele havia estado com Ele! Uma esposa com sensibilidade espiritual irá seguir as pisadas e a liderança do seu marido se for óbvio para ela que ele está a seguir ao Senhor. Não precisamos temer ficar sem saber que passo dar. Enquanto Deus não nos indicar claramente para onde ir, devemos esperar Nele. Vale a pena esperar no Senhor. Quando Ele falar será sempre de acordo com as Escrituras, será sempre com base no evangelho, e será sempre claro para nós que Ele falou. Que tenhamos a confiança e a humildade suficientes para seguirmos quando Ele fala.

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(Devocional) Paixões infames – Rm. 1:19-32

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Romanos 1-5

Paixões infames

“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, E mudaram a glória do Deus incorruptível, em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que, também, Deus os entregou às concupiscências dos seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Ámen. Pelo que Deus os abandonou às paixões infames, porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza; E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram na sua sensualidade, uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza, e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detractores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e ás mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus, que são dignos de morte os que tais coisas praticam não sòmente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.”

Romanos 1:19-32

Devemos recusar usar esta passagem para apontar o dedo seja a quem for a não ser que o dedo esteja voltado em primeiro lugar para nós. É verdade que esta passagem fala sobre o pecado da homossexualidade, mas também fala da inveja, ou da malícia ou da avareza. Esta passagem é sobre a maldita capacidade do coração humano, que se recusa olhar para Deus e reconhecer a sua autoridade, de se envolver em tudo o que é mau. Longe de Deus não temos em nós nada de bom e apenas nos vamos enterrando em sucessivas camadas de podridão. Dura esta passagem? A Bíblia não tem como objectivo fazer-nos sentir bem connosco mesmos. O objectivo da Bíblia é guiar-nos a Cristo. A esperança que sai destas palavras é esta: o conhecimento de Deus está disponível! Temos a responsabilidade de, sempre que vemos Deus de alguma maneira, de glorificá-lo como Deus. Estamos rodeados das provas da Sua existência. Se falhamos em reconhecer Deus, fazêmo-lo sem desculpa. A tragédia, a que a passagem também se refere, é quando, não podendo ignorar a verdade disponível de sobre Deus, ocupamo-nos em mudar essa verdade. Tudo o que diga que o homem tem em si mesmo o poder de chegar a Deus deve ser rejeitado. Essa não é a verdade. Trata-se da uma adulteração da verdade revelada por forma a agradar à carne que gosta de se sentir capaz. Deus vem ao nosso encontro e Ele é um caminho melhor do que aquele preparado pelo nosso coração.

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(Devocional) Da semente dos judeus – Et. 6:12-14

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Ester 6-10

Da semente dos judeus

“Depois disto, Mardoqueu voltou para a porta do rei; porém Haman se retirou correndo a sua casa, anojado, e coberta a cabeça. E contou Haman a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios, e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da semente dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes, certamente, cairás perante ele. Estando eles ainda falando com ele, chegaram os eunucos do rei, e se apressaram a levar Haman ao banquete que Ester preparara.”

Ester 6:12-14

Temos aqui uma oportunidade de espreitar para o que era a vida pessoal e familiar de Haman. Depois de ter sido obrigado pelo rei a honrar o seu inimigo Mardoqueu, de forma pública, ele retira-se para casa queixando-se do seu infortúnio. As palavras da esposa de Haman e dos seus conselheiros mais próximos constituem quase uma surpresa para o leitor. Se era mesmo verdade, disseram eles, que Mardoqueu era da semente dos judeus, então os acontecimentos deste dia eram apenas o princípio do fim de Haman. Ele não podia fazer nada contra a semente dos judeus. Era simples o que estava a ser dito. Deus era com os judeus. Eles podiam parecer pequenos comparados com as nações por onde estavam espalhados, mas eles não estavam sozinhos. O que é interessante é que Haman não precisava de ter continuado nos seus caminhos de ódio, nojo e vergonha. Ele podia neste momento ter começado a procurar o Deus de Mardoqueu e encontrado nele vida. Há outro, também da semente dos judeus, que o inimigo pensou que podia derrotar, e que transformou a própria morte em símbolo de vitória. O seu nome é Jesus e a sua vida que continua para sempre é sempre vitoriosa. Se estamos Nele, e deixamos que a Sua imagem cresça em nós, tudo o que os nossos inimigos quiserem fazer para nosso mal será usado para a glória de Deus. Diante da semente dos judeus, eles já estão derrotados e nunca prevalecerão.

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(Devocional) E eles lhe obedecem – Mc. 1:23-28

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Marcos 1-5

E eles lhe obedecem

“E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele. E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois, com autoridade, ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”
Marcos 1:23-28

Claro que salta à vista nesta passagem o facto de o espírito imundo estar num homem que estava presente na sinagoga. Nada naquele ambiente ofendeu aquele demónio a não ser a presença e a Palavra do Filho de Deus. O inimigo não se ofende com os hábitos religiosos dos seres humanos. Na verdade a religião humana geralmente é parceira daquele que se quer estabelecer como semelhante ao Altíssimo. A presença de Cristo naquele lugar, e na história humana, é a prova que os homens não chegam a Deus pelo seu esforço. As trevas sabem disso, e estremeceram ruidosamente quando viram Deus vir ao encontro daqueles que estavam perdidos. Mas o que deve impressionar ainda mais é o facto de que estes mesmos espíritos imundos se terem submetido à autoridade do Filho de Deus. Como erramos quando recusamos o que Deus quer fazer em nós. Sempre que recusamos crescer em santidade, em conhecimento e semelhança de Cristo, sempre que recusamos tristemente a obra do Espírito de Deus em nós, agimos contra a autoridade de próprio Deus. Que isto possa sequer acontecer apenas acrescenta à glória que Deus recebe pela Sua graça infinita. Mas o que Ele não perde em glória, perdemos nós em oportunidade e privilégio. O que é que Deus quer fazer em si e você está a adiar? Não percebe que nesse momento, você é pior do que aqueles demónios que nem pensaram em agir contra a Sua autoridade?

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(Devocional) Fugiu-nos toda a esperança – At. 27:12-20

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Actos 26-28

Fugiu-nos toda a esperança

“E, como aquele porto não era cómodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali, para ver se podiam chegar a Fénix, que é um ponto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali. E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto, costeando Creta. Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixámos ir à toa. E, correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, apenas pudemos ganhar o batel. E, levado este para cima, usaram de todos os meios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançámos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.”

Actos 27:12-20

Esta não era uma tempestade qualquer. Esta era uma daquelas tempestades que as pessoas experimentadas do mar esperavam nunca ter de ver. Daquelas tempestades que apenas ouviam falar e que significavam na maior parte das vezes o fim de uma vida inteira no mar. No meio da tempestade estava o homem que Jesus havia pessoalmente escolhido para liderar a propagação do evangelho entre os gentios. Será que isto era uma contradição? Onde estava o Deus que Paulo servia? O Senhor não só tinha permitido que Paulo ali estivesse, como tinha ordenado todos aqueles acontecimentos por forma a contribuir para a glória do evangelho de que o apóstolo era portador. A presença de Deus não se mede pela ausência de problemas. A presença de Deus dá-nos as ferramentas para reagirmos e lidarmos com os problemas. Porque temos relatos bíblicos como este, sabemos que podemos continuar a dar testemunho do amor de Cristo mesmo que a maior das procelas se levante. Que a maior das ondas que se levante à minha frente não consiga arrancar dos meus lábios nada mais do que palavras de louvor e confiança naquele que me resgatou. E, mesmo que eu chegue ao lugar em que toda a esperança humana se acaba, que eu possa simplesmente continuar a confiar. Afinal, quando deixamos de viver por fé deixamos de viver a vida cristã.  

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(Devocional) Para que eu não morra – Gn. 26:6-11

Domingo, 22 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Génesis 26-30

Para que eu não morra

“Assim, habitou Isaac em Gerar. E perguntando-lhe os varões daquele lugar acerca da sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura (dizia ele) me não matem os varões daquele lugar, por amor de Rebeca; porque era formosa à vista. E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimelech, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaac estava brincando com Rebeca, sua mulher. Então chamou Abimelech a Isaac, e disse: Eis que, na verdade, é tua mulher; como, pois, disseste: É minha irmã? E disse-lhe Isaac: Porque eu dizia: Para que eu, porventura, não morra por causa dela. E disse Abimelech: Que é isto que nos fizeste? Fàcilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito. E mandou Abimelech a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste varão ou na sua mulher, certamente morrerá.”

Génesis 26:6-11

Isaac era o portador directo de grandes promessas de Deus. Ele sabia que através dele, e do seu casamento com Rebeca, que o Senhor iria gerar uma numerosa nação. Ou seja, de acordo com as promessas de Deus, a passagem deles por Gerar nunca seria o fim da vida de Isaac. Por pouco, e não fora a intervenção de Deus por intermédio da bondade de um rei pagão, teria sido o fim do seu casamento. Mesmo sendo testemunha de tudo o que Deus tinha feito para o juntar com a sua amada esposa, Isaac duvida do poder de Deus para guardar as suas promessas. A fé verdadeira é mais do que um sentimento espontâneo. A fé manifesta-se sempre em confiança. Esta crise na vida de Isaac é uma crise de fé. É a fé na presença e no poder de Deus que nos fará ver para além das circunstâncias. Isaac, recusando olhar para este momento da sua vida pelos olhos da fé, não conseguiu ver para além do que era expectável. Mas, e isto surpreendeu-o, aquele rei que ele pensava que o iria matar para poder ficar com a sua esposa, era bem mais justo do que ele. O inimigo das nossas almas, que é o pai da mentira, quer convencer-nos que a fé é um obstáculo à vida no mundo real, quando é ela que nos vai permitir ver a realidade que os nossos olhos, manchados pelo orgulho e pelo pecado, jamais conseguiriam alcançar.  

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(Devocional) Maior silêncio guardaram – At. 22:1-2

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Actos 21-25

Maior silêncio guardaram

“Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram.) E disse:”

Actos 22:1-2

É certo que aquele era um momento muito difícil na vida de Paulo. Mas também era óbvio para ele que o Senhor havia ordenado aqueles eventos de forma propositada e agora Paulo tinha a oportunidade de ser usado para a glória do Messias que o havia salvo de forma maravilhosa. Qualquer situação em que estejamos pode ser usada para a glória de Deus. Naquele momento, Paulo aproveita que o Senhor reuniu grande parte da cidade para o ouvir e ele tem algo para lhes dizer. É interessante que o apóstolo dirige-se aos que o ouviam de forma amigável e respeitosa. Não eram eles os que o queriam preso e que clamavam pela sua execução? Sim, mas o Deus que servimos é o Deus dos impossíveis e era Ele que tornava esta atitude em Paulo perfeitamente possível. Não iremos ganhar pessoas para Cristo faltando-lhes ao respeito. Por vezes a nossa carne exige que nos sintamos superiores a outras pessoas. Isso é uma mentira do diabo e deve ser rejeitada. Também é interessante que Paulo lhes tenha falado na sua própria língua. Isso teve um grande impacto. Se eles tinham feito silêncio, por curiosidade, agora fizeram ainda mais silêncio quando ouviram-no falar na sua língua. Devemos falar de Cristo de forma a sermos escutados e não meramente para nos fazermos ouvir. Temos muito a ganhar em tentar saber o máximo sobre aqueles que queremos evangelizar. Chegamos mais facilmente ao coração daqueles de quem ganhamos o respeito.

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(Devocional) Nomes esquecidos, mas lembrados – Ne. 12:1-26

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Neemias 11-13

Nomes esquecidos, mas lembrados

“Estes são sacerdotes e levitas que subiram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesua: Seraias, Jeremias, Esdras, Amarias, Maluch, Hatus, Secanias, Reúm, Meremoth, Ido, Ginetai, Abias, Miamin, Maadias, Bilga, Semaias, e Joiarib, Jedaias, Salu, Amoc, Hilquias, Jedaias; estes foram os chefes dos sacerdotes e de seus irmãos, nos dias de Jesua. E foram os levitas: Jesua, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá, Matanias; este e seus irmãos presidiam sobre os louvores. E Bacbuquias, e Uni, seus irmãos, estavam defronte dele, nas guardas. E Jesua gerou a Joiaquim, e Joiaquim gerou a Eliasib, e Eliasib gerou a Joiada. E Joiada gerou a Jónatas, e Jónatas gerou a Jadua. E nos dias de Joiaquim foram sacerdotes, chefes das casas dos pais de Seraias, Meraias; de Jeremias, Hananias; De Esdras, Mesulam; de Amarias, Joanan; De Melichu, Jónatas; de Sebanias, José; De Harim, Adna; de Meraioth, Hel-cai; De Ido, Zacarias; de Gineton, Mesulam; De Abias, Zicri; de Miamin e de Moadias, Piltai; De Bilga, Samua; de Semaias, Jónatas; E de Joiarib, Matenai; de Jedaias, Ezi; De Salai, Calai; de Amoc, Eber; De Hilquias, Hasabias; de Jedaias, Netanael. Dos levitas, foram nos dias de Eliasib inscritos como chefes das casas dos pais, Joiada e Joanan, e Jadua, como também os sacerdotes, até ao reinado de Dario, o persa. Os filhos de Levi foram inscritos como chefes das casas dos pais no livro das crónicas, até aos dias de Joanan, filho de Eliasib. Foram, pois, os chefes dos levitas: Hasabias, Serabias, e Jesua, filho de Cadmiel; e seus irmãos estavam defronte deles, para louvarem e darem graças, segundo o mandado de David, homem de Deus: guarda contra guarda. Matanias, e Bacbuquias, Obadias, Mesulam, Talmon, e Acub, eram porteiros, que faziam a guarda às tesourarias das portas. Estes foram nos dias de Joiaquim, filho de Jesua, o filho de Josadac; como também nos dias de Neemias, o governador, e do sacerdote Esdras, o escriba.”

Neemias 12:1-26

Temos aqui o registo dos nomes daqueles que foram usados por Deus para restabelecer o culto no templo em Jerusalém. Estes nomes, embora sobejamente conhecidos no seu tempo, para nós significam pouco. No entanto foram responsáveis por um trabalho muito difícil. O templo, depois de dias de glória e intenso trabalho de adoração ao Deus verdadeiro, tinha sido destruído e a adoração reduzida a nada. Quem eram e que aspecto tinham? Isso para nós apenas será conhecido quando entrarmos na glória. Mas aqui estão eles mencionados por nome na Palavra de Deus. Temos de nos guardar para não vivermos para sermos reconhecidos por este mundo. Se não tivermos cuidado, iremos cair na armadilha da nossa carne que exige reconhecimento e agradecimento. Sabemos também que o verdadeiro reconhecimento vem. Não por ser algo que merecemos, mas porque a graça de Deus é assim mesmo – extravagante. Tudo o que for feito neste mundo e para receber a glória deste mundo, um dia entrará em esquecimento. Quantos dos heróis do passado, aclamados por multidões, celebrados em monumentos, são hoje perfeitos desconhecidos. Os museus do mundo estão cheios de estátuas sem nome. Não é assim com o que serve a Deus. Nada feito para o Senhor e segundo a vontade Deus é feito em vão. Um dos trabalhos destes homens era presidir sobre os louvores. Eles tinham de se certificar que o Senhor nunca ficava sem quem lhe rendesse louvor e gratidão. Se não pudermos fazer muito hoje para o Senhor, pelo menos demos louvor ao Seu nome.

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(Devocional) A pedra que os edificadores rejeitaram – Mt. 21:33-46

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Mateus 21-25

A pedra que os edificadores rejeitaram

Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo; E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram. Quando, pois, vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos. Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras, entenderam que falava deles; E, pretendendo prendê-lo, recearam o povo, porquanto o tinham por profeta.”

Mateus 21:33-46

Não há dúvida que Jesus procurava chegar ao coração daqueles judeus com esta parábola. Eles estavam a colocar demasiada confiança na nação de Israel e estavam a esquecer-se de Deus, que a tinha formado e chamado. É verdade que existem muitas e maravilhosas promessas para a nação de Israel, mas estas dependem do poder de Deus e não da herança genética. O facto de eles fazerem parte do povo de Deus não lhes dava o direito de deixarem de ouvir quando Deus falava com eles. Muito menos dava-lhes o direito de rejeitarem o Filho de Deus, o Salvador prometido, quando Ele finalmente veio ao mundo. O que é maravilhoso nas palavras de Jesus é descobrirmos que a infidelidade da nação de Israel não significa que Deus tenha deixado de ter um povo. Na verdade, em Cristo o Senhor está a chamar para o Seu nome e para a Sua glória um povo composto de elementos de todas as raças e povos e línguas e nações. Tal como aqueles judeus, também é verdade que Deus vem ao nosso encontro. E, tal como na história de Israel, também é verdade que muitas vezes quando Deus falou comigo, eu não quis ouvir. Agora, temos acesso ao Filho de Deus. Se O escutarmos, tornamo-nos parte do povo a que Ele aqui se refere. Deus quer que demos fruto para a Sua glória. Daremos fruto com as nossas vidas, quando o Filho de Deus viver em nós. O que faremos com o Filho?

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