(Devocional) Eu Sou! – Jo. 8:51-59

Sexta-feira, 10 de Março de 2017

Leitura Bíblica Diária: João 6-10

Eu Sou!

“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte. Disseram-lhe, pois, os judeus: Agora conhecemos que tens demónio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte. És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram: quem te fazes tu ser? Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus. E vós não o conheceis, mas eu conheço-o: e, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu- o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou. Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou.”

João 8:51-59

Esta passagem está cheia de ensinamentos fundamentais. Em primeiro lugar, Jesus ensina (v. 51) que a vida eterna que Ele oferece começa no momento em que se crê na Sua Palavra. Quem crê em Cristo, nunca verá a morte. A partir do momento em que se deposita toda a sua confiança em Cristo, o único caminho de salvação, fica-se unido a Deus e essa união nunca é quebrada. Assim, a morte para o crente não é o fim de coisa nenhuma. Para o descrente, a morte é o fim das suas oportunidades de se arrepender e aceitar a vida eterna. No versículo 56, Jesus afirma que Abraão se alegrou por ver o “dia do Messias”. Deus revelou o Seu plano de salvação a Abraão. Ele sabia que o Messias, salvador, viria da Sua descendência. Ele sabia que Deus providenciaria o cordeiro que haveria de tirar o pecado do mundo. A famosa afirmação do versículo 58 revela-nos de onde vem a autoridade com que Jesus ensina. “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.” É por causa desta verdade que devemos ouvir o que Jesus tem para ensinar. Quando Moisés perguntou a Jeová, que lhe apareceu no Sinai, pelo nome, Deus respondeu, “eu sou o que sou”. Aqui, Jesus está a dizer, alto e para todos ouvirem, eu sou Jeová. Eu sou o vosso Deus. A reacção deles (v. 59) mostra-nos claramente que eles entenderam o que Ele havia dito. Pegaram em pedras para O matarem. Ainda não era a Sua hora, por isso não o puderam fazer.   rdo com as Suas condiçe de Deus, mas devem faz de fermento (smio 22:1-40-219   

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(Devocional) É possível sermos enganados? – Gl. 3:1-5

Quinta-feira, 9 de Março de 2017

Leitura Bíblica Diária: Gálatas 1-6

É possível sermos enganados?

“Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, o faz pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?”

Gálatas 3:1-5

Esta é uma boa pergunta. Será que os filhos de Deus, aqueles que nascem de novo pelo sangue do Cordeiro, podem ser enganados e desviados de seguirem a pura Palavra de Deus? A resposta a esta pergunta passa, em primeiro lugar, por vermos a quem Paulo aqui se dirige. Ele está a falar com crentes, ele diz “recebestes o Espírito” (v. 2), “Aquele… que vos dá o Espírito”(v. 5). Quem tem o Espírito Santo são os crentes, os filhos de Deus. O Espírito é o selo da salvação. A presença do Espírito Santo é o sinal de que se tem a vida eterna. Este é um dom de Deus e não pode ser perdido. Ninguém é feito filho de Deus e depois perde essa posição. No entanto o aviso de Paulo é real. O engano existe e é perigoso mesmo para os crentes. No caso dos Gálatas, eles haviam-se envolvido com quem pregava que as pessoas eram salvas por cumprirem os requisitos da lei. Acreditar em salvação por obras é querer fazer o seu próprio caminho. O orgulho humano recusa aceitar que é incapaz. Aceitar Cristo é crer que só Ele é capaz. Assim, depois de terem sido libertos por Cristo, voltaram a colocar-se debaixo do jogo da lei. Paulo pergunta-lhes, “as maravilhas que o Espírito tem feito entre vós, foram operadas por vocês, no poder da vossa carne?” (v. 5). Da mesma maneira que aceitamos Cristo pela fé, devemos também viver pela fé. 

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(Devocional) O extremo cuidado de Deus por nós – Ex. 27:1-8

Quarta-feira, 8 de Março de 2017

Leitura Bíblica Diária: Êxodo 26-30

O extremo cuidado de Deus por nós

“Farás também o altar de madeira de acácia; cinco côvados será o comprimento, e cinco côvados a largura (será quadrado o altar), e três côvados a sua altura. E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas serão do mesmo, e o cobrirás de cobre. Far-lhe-ás também os seus recipientes, para recolher a sua cinza, e as suas pás, e as suas bacias, e os seus garfos e os seus braseiros; todos os seus utensílios farás de cobre. Far-lhe-ás também um crivo de cobre em forma de rede, e farás a esta rede quatro argolas de metal nos seus quatro cantos. E as porás dentro da borda do altar para baixo, de maneira que a rede chegue até ao meio do altar. Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de cobre. E os varais serão postos nas argolas, de maneira que os varais estejam de ambos os lados do altar, quando for levado. Oco e de tábuas o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.”

Êxodo 27:1-8

Estamos na parte do livro de Êxodo em que é descrito ao pormenor toda a construção do tabernáculo e todo o seu mobiliário e utensílios. Nesta passagem temos a descrição de como deveria ser construído o altar dos holocaustos. O estudo do tabernáculo é importante porque, através do tabernáculo, Deus desejava habitar entre os homens. Este é um desejo que continua. Nos dias de hoje, Deus habita dentro de cada pessoa que já se arrependeu e aceitou Jesus como Salvador. Este altar deveria ser posicionado no átrio do tabernáculo e serviria para queimar as ofertas do povo. O v. 2 diz-nos que o altar seria de madeira e coberto de cobre. No interior da tenda, todo o mobiliário e utensílios eram de ouro. Quanto mais próximos da presença de Deus, mais preciosos eram os materiais. Como é valioso estar junto a Deus! O altar não deveria ser feito de cobre maciço, mas de madeira e depois coberto de cobre. O altar era para ser transportado (v. 7) às costas dos sacerdotes. Quão pesado seria um altar de cobre maciço! Vemos, assim, como Deus se preocupa com os pequenos pormenores da nossa vida e como Ele não tem prazer no nosso sofrimento. Outra coisa que vemos nesta passagem é a forma pormenorizada como Deus descreve como o altar deveria ser construído. O nosso Deus não nos deixa a vaguear sem rumo. O Deus da Bíblia quer dirigir-nos e dá-nos todas as instruções e sabedoria que necessitamos para cada passo da caminhada. Escutemos a Sua voz.

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(Devocional) Glória nas fraquezas – 2Co. 11:22-33

Segunda-feira, 6 de Março de 2017

Leitura Bíblica Diária: II Coríntios 11-135

Glória nas fraquezas

“São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu. São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites, menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens, muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime, cada dia, o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu, também, não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o que governava, sob o rei Aretas, pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem; E fui descido num cesto, por uma janela da muralha, e assim escapei das suas mãos.”

II Coríntios 11:22-33

Havia em Corinto quem estivesse a voltar a sua atenção para mestres que iam aparecendo com currículos impressionantes. As qualidades destes pregadores de falsidades ganhavam a admiração de muitos pela simples razão de que estes líderes faziam as suas próprias campanhas de publicidade. O apóstolo Paulo, fundador daquela igreja, estava, assim, a ser relegado para segundo plano. Os seus avisos e instrução estavam a ser desprezados. O resultado não seria bom. Não nos faltam ainda neste tempo aqueles que são, eles mesmos, os próprios divulgadores das suas maravilhas. Nem nos faltam líderes populares, seguidos e admirados por muitos, mas que são pregadores de heresias. Os crentes precisam de se armar deste pensamento – os maiores servos de Deus são os que menos fazem alarde acerca de si mesmos, o seu maior desejo é chamar a atenção para Cristo. Quando Paulo começou a lembrar-lhes de tudo o que já tinha passado no seu ministério, ficou claro que ninguém tinha o currículo que ele tinha. Apesar da sua fidelidade ter sido tantas vezes colocada à prova e de ele ter saído vencedor de tantas e ferozes lutas, Paulo termina e passagem lembrando-se não das suas vitórias, mas das suas fraquezas. Isto porque o poder de Cristo se aperfeiçoa nas fraquezas. Quanto mais consciente eu estiver da minha incapacidade, melhor irei ver o poder de Deus. Quando mais eu lembrar os outros da origem do verdadeiro poder, melhor eles conseguirão colocar a sua confiança não no homem que falha, mas em Deus que é perfeito.

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(Devocional) Com orações por nós – 2Co. 1:7-11

Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: II Coríntios 1-55

Com orações por nós

“E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis, também, da consolação. Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados, mais do que podíamos suportar, de modo tal, que até da vida desesperámos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; O qual nos livrou de tão grande morte, e livrará; em quem esperamos que, também, nos livrará ainda, Ajudando-nos, também, vós, com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas, também, sejam dadas graças a nosso respeito.”

II Coríntios 1:7-11

Nesta segunda carta aos Coríntios, de teor bem diferente da primeira, Paulo compartilha com estes crentes as grandes dificuldades que tinham passado. O apóstolo explica que ele, e os que o acompanhavam, chegaram a acreditar firmemente que o episódio que agora recordava seria o fim da sua vida neste mundo. Temos de nos concentrar nesta pergunta, porque é que Paulo lhes dizia isto? Rejeitemos desde já a ideia de que ele desejava que dele sentissem pena. Esta não era a sua intenção e nenhum filho de Deus deve viver para que dele sintam pena. Em primeiro lugar, Paulo partilha as suas aflições pois sabe que estes crentes também passavam por tempos difíceis. A presença de aflições deve tornar-se fonte de esperança. Pois, se a aflição, que é passageira, é real, quanto mais real será a consolação eterna. As aflições de Paulo eram também um encorajamento para que se fizessem orações pelos missionários. Não que o Senhor precise de orações para agir, mas porque quantos mais orarem, mais serão confortados com a resposta certa que acompanha cada oração dos justos. Quanto mais virem as suas orações respondidas, mais graças serão dadas a Deus. Se toda a criação existe para dar glória ao Criador, quanto mais glória eu trouxer a Deus, mais próximo estou do sentido da minha existência. Que privilégio poder passar por problemas e tribulações se, através destes, o meu Deus receber glória. Senhor, ajuda-me a pensar assim!

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(Devocional) Uma valiosa aliança – Job 31:1-8

Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Job 31-35

Uma valiosa aliança

“Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem? Porque, qual seria a parte de Deus vinda de cima, ou a herança do Todo-Poderoso desde as alturas? Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que obram iniquidade? Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos? Se andei com vaidade, e se o meu pé se apressou para o engano; (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade;) Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou alguma coisa, Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.”

Job 31:1-8

Job continua a defender-se da argumentação do seu amigo Bildade. Job está confiante no seu relacionamento com Deus e isso é uma importante lição para nós. Não é preciso viver a vida de uma forma medrosa sem nunca se ter a certeza de que estamos a agradar a Deus. Graças ao Salvador, podemos viver vidas de confiança, pois o sangue do Cordeiro permite que eu viva em plena comunhão com Deus. Job sabia que estava a caminhar com Deus. Uma das ferramentas de justiça que ele usava era uma aliança que tinha estabelecido com os seus olhos. Job tinha determinado que nunca fixaria os seus olhos em outra mulher que não fosse a sua esposa. Nos momentos de tentação, Job agarrava-se ao seu Deus, lembrando-se desta aliança. Ele conhecia, pelas vidas dos outros, os resultados desastrosos da desobediência (v. 3). O pecado é um atentado contra o Próprio Deus e tem sempre consequências. O pecado nunca nos dá aquilo que promete. Nunca encontraremos a prometida satisfação na desobediência. Para além de se lembrar da sua aliança e das consequências do pecado, Job sabia também que Deus conhecia todas as coisas. Como é que alguém ousa pensar que pode esconder algo de Deus? Mesmo aquilo que mais ninguém sabe sobre nós, está patente aos olhos do Senhor. Assim, Job confia na sinceridade da sua caminhada com Deus e, principalmente, confia no Deus com quem caminha. É possível viver uma vida vitoriosa apesar das lutas e aflições. O filho de Deus sabe que os problemas são sempre passageiros. Glória a Deus que nos quer dar uma vida assim!

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(Devocional) O valor da sabedoria – Job 28:1-11

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Job 26-30

O valor da sabedoria

“Na verdade, há veios de onde se extrai a prata, e para o ouro lugar em que o derretem. O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o metal. Ele pôs fim às trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha; as pedras da escuridão e a sombra da morte. Trasborda o ribeiro até ao que junto dele habita, de maneira que se não pode passar a pé; então intervém o homem, e as águas se vão. A terra, de onde procede o pão, embaixo é revolvida como por fogo. As suas pedras são o lugar da safira, e têm pós de ouro. Essa vereda a ignora a ave de rapina, e não a viram os olhos da gralha. Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leão passou por ela. Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes. Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho descobre todas as coisas preciosas. Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira para a luz o que estava Escondido.”

Job 28:1-11

Nesta fase, Job parece estar já no caminho certo para a sua recuperação. Ele passou por fases, enquanto se justificava perante os seus amigos, em que duvidava da justiça de Deus e até do Seu poder. Se não desviarmos os nossos olhos de Deus e nos mantivermos disponíveis para crescer, poderemos aproveitar pormenores de cada uma das fases pelas quais formos passando no nosso crescimento cristão. Neste momento, Job está pronto para admitir que existem grandes e valiosas verdades que não são aparentes. Job sabe que no subsolo (v. 5) existem enormes quantidades de rocha em estado líquido. O facto de não o vermos não significa que não exista. Mesmo quando não sentimos a presença de Deus, não significa que Ele não exista. O que sabemos é mais importante do que o que sentimos. Na verdade, quanto mais raro e difícil de encontrar, mais valioso algo se torna. Isso é verdade para o ouro e para a prata e ainda mais verdade para a sabedoria. A verdadeira sabedoria é algo raro, por isso, quando encontrada, deve ser aproveitada, respeitada e cuidadosamente guardada. Respeitamos a sabedoria quando lemos diariamente a Palavra com intenção de obedecermos, quando tratamos a Bíblia como uma carta amorosa de Deus. Job conclui (v. 13) que ninguém conhece o valor real da sabedoria. Porque faremos parte dos que não reconhecem o valor da sabedoria? Se temos a Palavra perfeita de Deus, porque não tratá-la como um verdadeiro tesouro e guardá-la diariamente nos nossos corações? Porque não nos enfeitarmo-nos constantemente com a preciosidade da sabedoria?       

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(Devocional) O dom mais desprezado – 1Co. 13:1-3

Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: I Coríntios 11-155

O dom mais desprezado

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. E, ainda que distribuísse toda a minha fortuna, para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.”

I Coríntios 13:1-3

O contexto desta passagem fala da forma como lidar com a liberdade cristã no âmbito da igreja local. Este assunto era muito importante porque alguns membros da igreja de Corinto estavam a abusar da liberdade que tinham em Cristo, causando divisões e lutas na igreja. A igreja de Corinto era imensamente rica em dons espirituais, mas estavam a usá-los para se destacarem uns dos outros em vez de o fazerem para a glória de Deus. O v. 1, é usado muitas vezes como um texto chave do moderno movimento pentecostal. No entanto, Paulo não diz que fala a língua dos anjos, nem sequer o versículo pode ser usado para provar que tal língua existe. O objectivo do versículo é mostrar que a liberdade cristã deve ser usada para buscar os melhores dons e que cada dom deve ser usado de acordo com uma escala de importância. A abundância de dons espirituais na igreja de Corinto estava a ser prejudicial, tal como será em qualquer igreja onde os membros se esqueçam do amor. Assim, os dons espirituais são até perigosos e prejudiciais para a igreja onde não existir amor. É o mesmo que fazer caridade sem ter caridade. Apenas serve para aumentar o egoísmo e o orgulho do coração. Será que os crentes devem, então, desprezar os dons do Espírito que recebem para servirem a Deus na igreja local? De maneira nenhuma! Mas os dons devem ser buscados pela razão certa, na ordem certa e aplicados com verdadeiro amor sacrificial. Olhemos para Cristo.

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(Devocional) Confiança e obediência – Ex. 7:1-7

Sábado, 18 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Êxodo 6-105

Confiança e obediência

“Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto por Deus sobre Faraó, e Aarão, teu irmão, será o teu profeta. Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Aarão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra. Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egipto os meus sinais e as minhas maravilhas. Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a minha mão sobre o Egipto, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egipto, com grandes juízos. Então os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egipto, e tirar os filhos de Israel do meio deles. Então fez assim Moisés e Aarão, como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram. E Moisés era da idade de oitenta anos, e Aarão da idade de oitenta e três anos, quando falaram a Faraó.”

Êxodo 7:1-7

Moisés estava maravilhado e até assustado por ter de ir novamente falar com Faraó. O rei do Egipto era porventura a pessoa mais poderosa do mundo de então. Quem era Moisés para se apresentar diante de um líder assim? Na realidade temos de Deus a comissão de falarmos de Cristo a todo o mundo. Não importa a classe social da pessoa, Deus ama-a e quer salvá-la. Como portador de uma mensagem do Próprio Deus, Moisés, no plano real das coisas, era infnitamente mais importante do que Faraó. Isto não era assim por causa das qualidades de Moisés, mas por causa de Quem o enviava. Jesus disse-nos que poderíamos ter de, a qualquer momento, dar o nosso testemunho cristão perante governadores e pessoas importantes (Lc. 21:12-15). Ao mesmo tempo que no-lo diz, Ele também diz que não precisamos de nos preocupar com o que havemos de dizer. Deus está connosco quando estamos a servi-Lo de todo o coração. Não foi Deus que activamente endureceu o coração de Faraó, mas Ele já sabia que ele o endureceria. É este perfeito conhecimento de Deus que nos deve dar completa confiança para a obediência. O versículo 5 dá-nos conta de qual é, sempre, o objectivo de Deus para o nosso ministério. Deus quer fazer-Se conhecer. Ao retirar o Seu povo do Egipto da forma como tirou, Deus quis, ao mesmo tempo, que os egípcios O conhecessem. Seja o que for que acontecer connosco, não nos esqueçamos que devemos ser apenas servos.

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(Devocional) Porque Deus não impede a maldade? – Job 24:1-12

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

Leitura Bíblica Diária: Job 21-255

Porque Deus não impede a maldade?

“Visto que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não vêem os seus dias? Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam. Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva. Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem. Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos. No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio. Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio. Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas. Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre. Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas. Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede. Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura.”

Job 24:1-12

Job continua a tentar entender porque é que Deus permite que coisas más aconteçam a pessoas boas. Esta é uma interrogação que sempre existirá enquanto Cristo não voltar, principalmente quando vemos a maldade a continuar a existir. Se Deus existe e é Todo-poderoso, porque é que aqueles que cometem injustiças não vêem o Seu poder? A pergunta que se segue naturalmente é: será que Deus está limitado nas Suas acções? Será que Deus gostaria de agir para impedir a maldade, mas não consegue? Será que Deus é justo, mas não é Todo-poderoso? Estas interrogações parecem confirmadas pelo facto de estarmos rodeados das mais incríveis atrocidades. Todos os dias são cometidas maldades contra órfãos e viúvas. Aqueles que já estão em sofrimento são atacados sem piedade. Onde está Deus? Será que Ele não vê nem Se importa? Será que Ele não consegue agir? Todas as maldades que Job descreve neste seu pensamento parecem ter como base uma única coisa – o egoísmo. Continua a existir a maldade, a iniquidade e o sofrimento porque o homem é egoísta. Ao buscar os seus interesses acima de todas as coisas, o ser humano ataca todos ao seu redor. Tudo isto acontece para que Deus seja glorificado. Tudo isso continua, por algum tempo, para que, aos olhos de todos, Deus seja justo e justificador. Tudo isso acontece como manifestação do dom da liberdade, dado por Deus ao homem. Devemos usar a nossa liberdade, dada por Deus, para não rejeitarmos a oferta amorosa de salvação, antes que seja tarde de mais. 

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